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quarta-feira, 21 de março de 2012

O Dom Supremo – I Coríntios 12.31

I Coríntios 12.31 nos diz que devemos “procurar com zelo os melhores dons”, mas também diz sobre um caminho mais excelente, que caminho é esse? Paulo diz que os dons são necessários para a edificação da Igreja (I Co 14.12), mas ele também diz que os dons só têm o seu devido valor quando acompanhado pelo dom supremo – o amor (I Co 13.1-8). Temos aqui a resposta da pergunta à cima: o caminho mais excelente é o amor. Para andar por este caminho mais excelente, é preciso compreender o amor, por isso, segue algumas características importantes deste amor: “O AMOR É PACIENTE” – ele não perde a paciência, nem se mostra irritado, nem perde a calma facilmente; “O AMOR É BENIGNO” – ele não somente suporta com paciência a injustiça, como procura meios de contribuir, para melhorar a vida das outras pessoas; “O AMOR NÃO ARDE EM CIÚMES” – se em qualquer tempo se achar diante de concorrentes, não guarda irritação e não se aflige; “O AMOR NÃO SE UFANA” – não se preocupa em impressionar, nem em projetar a sua boa imagem, para tirar vantagem pessoal. “O AMOR NÃO ENSOBERBECE” – não conservas ideais arrogantes acerca de si mesmo, nem espera que o outro gire em torno dele; “O AMOR NÃO SE CONDUZ INCONVENIENTE” – ele tem boas maneiras e é cortez, educado, respeita o direito dos outros e tem um padrão Cristocêntrico; “O AMOR NÃO PROCURA O SEU PRÓPRIO INTERESSE” – não busca vantagem egoísta e oportunista, mas se preocupa em fazer a vontade de Deus; “O AMOR NÃO SE EXASPERA” – não é melindroso, nem se magoa facilmente, nem se domina pelas emoções; “O AMOR NÃO SE RESSENTE DO MAL” – ele não guarda rancor do mal recebido, nem fica repisando os males passados; “O AMOR NÃO SE ALEGRA COM A INJUSTIÇA” – jamais se alegra quando os outros erram, não tem prazer em espalhar más reputações dos outros; “O AMOR REGOZIJA-SE COM A VERDADE” – ele fica contente quando a justiça prevalece e se alegra quando o mal é derrotado pela verdade; “O AMOR TUDO SOFRE” – não há limite para a sua clemência, por isso, simpatiza com os problemas dos outros; “O AMOR TUDO CRÊ” – crê sem duvidar das pessoas ou das suas palavras, ou mesmo da sua integridade; “O AMOR TUDO ESPERA” – sua esperança nunca murcha. O amor não se desespera, parece que as pessoas estão falhando, ainda assim olha com confiança; “O AMOR TUDO SUPORTA” tem perseverança ilimitada, pode enfrentar todos os obstáculos e ainda amar. Não desanima e espera com paciência, brandura e coragem, o “AMOR JAMAIS ACABA”.

O que impede a nossa alegria?

O Salmo 137 conta a história dos Israelitas que se encontravam exilados na babilônia. Estavam tão deprimidos que nem ao menos tinham animo para cantar, simplesmente sentaram e choraram, lembrando-se dos cânticos de Sião (Hb 12.22). Quando eles estavam na sua terra, com toda liberdade, eram dedicados nos trabalhos do Senhor, tinham maior alegria quando alguém os convidava “vamos à casa do Senhor” (Sl 122.1). Agora com uma depressão, mantinham-se totalmente inativos e tristes. A frase que não saia da mente deles era “Jerusalém, minha maior alegria”. Jerusalém significa uma alegria espiritual na casa de Deus, com este entendimento, descobrimos aqui um dos motivos que nos impede de sermos alegres, é o isolamento da casa de Deus, até porque o ser humano não foi feito para viver no isolamento e em especial o isolar-se de Deus. O homem (mulher) foi feito para o louvor da sua glória e desfrutar o gozo da sua presença, mas o desânimo e a dúvida impede a manifestação da alegria. Lucas 24.16,17 fala de dois discípulos que se precipitaram e saíram de onde eles não deveriam ter saído, por isso perderam a alegria, seus semblantes eram tão tristes que nem perceberam a presença de Jesus. Isso acontece com quem sai da presença do Senhor, perde a alegria e a sensibilidade de sentir Deus ao seu lado. Qualquer coisa que impede o nosso relacionamento com Deus, como o ressentimento, a falta de amor, os maus desejos, as discórdias, impedem também a alegria espiritual. São as obras da carne, que só servem para afastar de nós a alegria do Senhor, mas se nós nos mantivermos firmes no Senhor, o seu Espírito Santo em nós será uma fonte de alegria a jorrar do nosso interior. Quando isso acontecer, o nosso relacionamento com o próximo terá um caráter feliz, porque “um coração alegre formoseia o rosto, mas a tristeza do coração o espírito se abate” (Pv 15.13). As mudanças produzidas pelo Espírito Santo em nós são claramente percebidas pela alegria. O meu objetivo com estas lições não são apenas ocupar o espaço a mim confiado, mas incentivar a Igreja para juntos buscarmos a alegria do Espírito Santo e convidar a todos para se alegrarem conosco, porque encontramos a nossa dracma perdida, porque ha alegria no céu por um pecador que se arrepende (Lc 15.10). Como diz Filipenses 4.4 “alegrai-vos no Senhor, outra vez digo alegrai-vos”. A igreja primitiva tinha uma alegria incondicional eu gostaria de imitá-los pelo menos em três pontos: na perseverança, na unidade e na alegria (At 2.46). “Então iremos ao altar de Deus, do Deus que é a nossa grande alegria e ao som dos instrumentos nós te louvamos ó Deus nosso” (Sl 43.4).