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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

“Disciplina ou Discipulado”

A disciplina para o Cristão significa discipulado, maturidade, seguir a Cristo, negar-se a si mesmo e levar resolutamente a sua cruz. A autodisciplina é a capacidade de regular a conduta por principio e discernimento próprio e não por imposição.
O homem disciplinado não é necessariamente frio ou calculista, ele até pode ser afetuoso e simpático, mas é alguém que cresceu “em Cristo”. Ele não é mais um homem agitado, que anda de um lado para outro, “nem levado ao redor por todo vento de doutrina”.
A melhor disciplina não é aquela que escapa de uma situação quase trágica, mas é aquela que prevê e impede que tal situação aconteça! A disciplina precisa alcançar o olho, a palavra e a ação, ex: um crente maduro ou disciplinado aprende a sentir-se tão bem, mesmo quando se sente mal (Fp 4.11), pois um caráter disciplinado nunca desperdiça tempo e energia cedendo ao mau humor.
A disciplina mais difícil é a da língua. Pode-se ter um corpo disciplinado, mente disciplinada, mas uma língua solta denuncia uma falta fatal, o caráter fica defeituoso, “a tagarelice é como ponta de espada, mas a língua do sábio é medicina” (Pv 12.18). Se a língua não for contida pelo freio da prudência e dirigida pelas rédeas do amor, não pode dizer que tal caráter é disciplinado. “Se alguém supõe ser religioso deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (Tg 1.26).
A autodisciplina não é só o ideal como também o alvo de todos os que trabalham com crianças e jovens. Alguns insistem em dizer que não se deve impor a juventude qualquer tipo de regulamento ou restrição, simplesmente se deve deixar crescer, mas o que temos percebido, é que uma vida sem restrição não tem produzido melhores cidadãos e muito menos cristãos. Todos precisam entender que há liberdades, mas também há leis. O que seria de uma auto-estrada sem os limites de velocidade?
Parece que os pais e mães de hoje precisam sair do caminho para que as pequenas vontades se rebelem livremente, mas não devemos esquecer que precisa haver um otimismo generoso de coração, um amor a Deus e pelas pessoas, uma responsabilidade social e uma apreciação pela decência: o Senhor nos recomenda na palavra a “governar bem a própria casa e criar os filhos sob disciplina com todo respeito” (I Tm 3.4).

Vida Disciplinada

Quando se fala em disciplina, logo pensamos em regras, imposições, açoites e penitências. Isto também faz parte, mas a boa disciplina é construída de ensino, educação, instrução, a disciplina é comportamento, domínio próprio, é reconhecer o seu lugar e o lugar do outro, uma pessoa disciplinada é alguém de moral e caráter exemplar. Que beleza!
Por outro lado, o indisciplinado, não respeita o seu próximo, é revoltado por conta própria, promove contenda no ambiente em que esta, desmoralizando a si mesmo, a sua indisciplina é incorrigível.
Atualmente vivemos em uma cultura de liberdade absoluta, mas a liberdade mau usada, torna-se libertinagem, pelo menos é o que percebemos no dia a dia. Com isso a disciplina passa longe de tais pessoas, os seus incentivos não são favoráveis e a palavra restrição não se encontra na vida deles. Mas se você aceita um conselho e quiser permanecer forte, retenha o seu sentido e agarre-se aos valores imperecíveis do Espírito.
Muitos se gloriam de poder viver sem restrição, acarretando com isso mais pecado sobre si mesmo, mas os disciplinados se alegram em saber que “onde abundou o pecado superabundou à graça” (Rm 5.20). Isto ajuda a levar a vida com disciplina diante de Deus pois “quem não aceita a disciplina não confia no Senhor, nem se aproxima de Deus” (Sf 3.2).
A disciplina faz parte da salvação “porque quando julgados somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo (I Co 11.32). A disciplina é o que mais precisamos, mas também é o que menos desejamos.
Encontramos hoje em dia, várias pessoas tentando escapar da disciplina: jovens que abandonam a casa paterna; alunos que deixam a escola; esposos e esposas que procuram divórcio; membros da Igreja que negligenciam os cultos; empregados que desistem do emprego..., são mil desculpas para se justificarem, mas por de trás de tudo isto, está à aversão a disciplina.
Se olharmos para os asilos, os hospitais e as cadeias, vamos perceber que estão todos super lotados, por falta de restrições ou controle na vida, um sinal visível de uma época indisciplinada, mas na verdade o que nós precisamos mesmo é de restrições, coragem, perseverança e resistência (Dr. Taylor).
“... Deus, porém nos disciplina para o aproveitamento a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.10).

Um Natal Permanente

“Cantai ó céus, alegra-te ó terra, e vós montes rompei em cântico, porque o Senhor consolou o seu povo e dos seus aflitos compadeceu” (Is 49.13).
Este versículo nos indica que o Natal chegou e que todas as festividades são comemorações do natalício de Jesus: “um bebezinho enfaixado em pano e deitado numa manjedoura, porque não havia lugar para ele na hospedaria” (Lc 2.7).
Dezembro é o período mais bonito do ano, musicas natalinas, painéis luminosos, com luzes multicoloridas fazem o ambiente festivo e as trocas de presentes fazem do movimento comercial um destaque, é difícil achar quem não se envolve, pena que o seu valor é de pouca duração.
Infelizmente, as luzes que enfeitam o natal servem também para o carnaval, que vem logo na sequência, para o mundo o valor é o mesmo, mas o profeta Isaías nos apresenta um natal que podemos dizer que é verdadeiro, porque tem vida em si mesmo: “porque um menino vos nasceu, um filho se nos deu, o governo esta sobre os seus ombros e o seu nome será Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz” (Iz 9.6). Este é o natal permanente e podemos comemorar todos os dias.
Quando Isaias diz que um menino vos nasceu, significa o filho de Maria, o natal comemorado de cada ano; quando ele fala que um filho se nos deu, significa o filho de Deus, Jesus Cristo o nosso natal permanente, aquele que é maravilhoso, que nos preparou uma eternidade juntamente com Ele (Jo 14.3), o Emanuel, Deus conosco e o segredo esta em Lucas 2.52 “Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens”.
À medida que Jesus vai crescendo em nosso conceito de fé, ele deixa de ser um painel de luzes coloridas para ser a luz do mundo (Jo 8.12). João Batista não estava brincando quando foi o precursor de Jesus, sua mensagem anunciando que o reino de Deus estava próximo dizia: “arrependei-vos” e eram por ele batizados (Mt 3.6), mas sempre tem aqueles que querem levar tudo na brincadeira, mas João cheio do Espírito, repreendeu severamente: “raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produza pois fruto digno de arrependimento” (Mt 3.7).
Eu aprendo que o nascimento de Jesus não é algo superficial, mas uma profundidade espiritual, pois, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lc 2:11).
Vamos viver o natal “Jesus”, não somente neste mês, mas de forma permanente.